🗒️ Quando procurar um/a Psicólogo/a?
Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ir a/ao psicólogo/a, seja para lidar com dificuldades relacionadas com o stress, a ansiedade, problemas de relacionamento, luto, trauma, sofrimento psicológico, seja para melhorar o seu autoconhecimento e o seu desenvolvimento pessoal. Para além de intervirmos em situações de perturbação ou patologias de saúde mental, os/as psicólogos/as são os profissionais que intervêm com todas as pessoas que procuram desenvolver o seu potencial.
As pessoas que nos procuram poderão ser, por exemplo, pessoas que se sentem sobrecarregadas, com dificuldades de adaptação ou que estão interessadas em melhorar o seu bem-estar emocional e qualidade de vida. Enquanto Psicólogos/as e membros efetivos da Ordem dos psicólogos portugueses (OPP), desenvolvemos a nossa atividade recorrendo a um conjunto de técnicas psicoterapêuticas e métodos de intervenção não farmacológicos, para além da avaliação psicológica, com base na ciência e na evidência científica.
As consultas de psicologia para intervenção, terapia ou psicoterapia, em articulação com o tratamento farmacológico e acompanhamento médico, constituem frequentemente a abordagem recomendada, por se tratarem de intervenções complementares na área da saúde mental, potenciando a eficácia terapêutica nas perturbações e patologias existentes.
Deseja agendar uma consulta? Ficou com dúvidas ou questões? Contacte-me.
🗒️ Directório de psicólogos/as: como saber se a pessoa que o/a atende se trata de um/a psicólogo/a devidamente habilitado/a para o exercício autónomo da profissão?
A Ordem dos Psicólogos disponibiliza no seu site um mecanismo de pesquisa que permite confirmar a inscrição do profissional na Ordem dos Psicólogos, condição legal necessária para o exercício da Psicologia em Portugal, seja para intervenção clínica e psicoterapêutica, seja para avaliação psicológica.
Poderá consultar e verificar estes requisitos no site da OPP, em https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/membros
🗒️ Sobre a Terapia/Psicoterapia
A Psicoterapia ou Terapia é um processo colaborativo e não um ato passivo. A eficácia clínica é potenciada pela reciprocidade, confiança e transparência.
O compromisso ético e técnico do/a Psicólogo/a é sempre acompanhado pela disponibilidade do/a cliente/paciente, sendo este esforço conjunto o principal motor da evolução terapêutica.
A Ordem dos Psicólogos (OPP) e a Ordem dos médicos (OM) disponibilizam o seu parecer e recomendações sobre a Psicoterapia, sendo o psicólogo/a membro da OPP o profissional legalmente habilitado para tal, assim como alguns médicos e psiquiatras (membros da OM) com formação em psicoterapia, pois tanto psicólogos como médicos possuem profissões autorreguladas da Saúde.
Qualquer pessoa que ofereça serviços de psicoterapia sem ser psicólogo ou médico poderá atuar sem qualquer responsabilidade legal ou ética ou evidência científica (não existe ordem dos psicoterapeutas), uma vez que “ser psicoterapeuta” não é legalmente uma profissão, mas sim um método a que recorrem os psicólogos assim como alguns médicos.
Disponível por exemplo em https://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/parecer_opp_psicoterapia_-2.pdf e em https://ordemdosmedicos.pt/comunicacao/comunicados/ordem-dos-medicos-e-ordem-dos-psicologos-alertam-para-os-perigos-da-pratica-da-psicoterapia-por-profissionais-nao-qualificados e outros locais da OPP e da OM.
🗒️ Ansiedade: quando procurar ajuda?
A ansiedade é atualmente um dos temas mais frequentes. Trata-se de uma emoção inerente à condição humana, podendo ser experienciada pelas pessoas no seu dia-a-dia. É caraterizada por sentimentos de tensão, preocupação, insegurança, normalmente acompanhados por alterações físicas como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores e tonturas. Quando os seus sintomas são frequentes ou desproporcionais, afetam a saúde física e mental da pessoa. A Psicologia e a Psicoterapia é recomendada por apresentarem diversos benefícios e impactos na redução dos níveis de ansiedade, a curto, médio e longo prazo.
🗒️ Autocuidado e saúde mental
O autocuidado tem um papel essencial na vida das pessoas. É imprescindível para o sucesso profissional, para a saúde e para o bem-estar. Ao reservarmos tempo para cuidar de nós próprios, seja através de atividades relaxantes, prática regular de exercícios físicos, ou simplesmente estarmos atentos às nossas necessidades emocionais, fortalecemos a nossa resiliência e a capacidade de lidar com os desafios. Priorizar o autocuidado não é egoísmo, mas sim um ato de amor próprio que nos permite estar mais presentes, felizes e saudáveis, connosco próprios/as e com os outros.
As Terapias de reabilitação neurocognitiva em situações de comprometimento cognitivo e na demência
As terapias de estimulação e reabilitação neurocognitivas constituem um tipo de intervenção clínica com adultos que apresentam queixas de problemas de memória, atenção, linguagem, compreensão ou na tomada de decisões.
Este tipo de abordagem terapêutica fortemente reconhecida pela comunidade científica, permite desenvolver e melhorar as áreas afetadas e prevenir o seu declínio, diminuindo as queixas que impactam a saúde e o bem estar e a qualidade de vida da pessoa na sua globalidade.
Quando realizadas por um/a Psicólogo/a possibilitam uma intervenção psicológica e neurocognitiva integrativa que contribui para uma reabilitação cognitiva mais completa, rigorosa e individualizada.
Estas terapias são fortemente recomendadas em situações de pós-AVC, Alzheimer e outras demências, para complementaridade com os tratamentos farmacológicos e o acompanhamento médico existente.
Enquanto cliente ou paciente, como devo escolher o “tipo de abordagem terapêutica” para mim?
Tenho verificado esta questão em particular sobretudo nas pessoas que leem sobre este tema nas redes sociais e em diversas fontes, algumas mais credíveis ou questionáveis, outras nem tanto.
Enquanto cliente/paciente o fundamental é procurar um/a psicólogo/a registado na ordem dos psicólogos portugueses (OPP). Depois, todas as abordagens terapêuticas que estão comprovadas cientificamente terão benefícios, outras que não tenham essa validade, o mesmo já não pode ser garantido. Neste sentido, o site da OPP disponibiliza documentos escritos, disponíveis gratuitamente ao público, com pareceres positivos ou negativos, indicando se determinada abordagem terapêutica tem validade científica ou não, além de possuir meios de contacto para esclarecimentos. Qualquer psicólogo/a (com cédula OPP) deverá privilegiar intervenções cientificamente comprovadas, mas o cliente/paciente também poderá obter essa informação no site da OPP e pelos seus contactos.
Qualquer abordagem terapêutica que possua validade científica apresenta benefícios (por exemplo, terapia cognitiva comportamental, integrativa, psicanálise, psicodinâmica), podendo ter resultados mais eficazes para determinados tipo de patologias ou queixas do que para outras (como qualquer outro tipo de intervenção ou tratamento), e variar em função do seu perfil, condição clínica e/ou personalidade do cliente/paciente.
Contudo, o mais importante ou o que é determinante é sempre a relação (terapêutica) que se consegue ou não desenvolver com o/a psicólogo/a e o trabalho que é feito por ambos ao longo das sessões, nos dois lados, em diferentes níveis. Um/a mesmo/a psicólogo/a poderá recorrer a mais que uma abordagem terapêutica/ psicoterapêutica e adaptar a sua intervenção para melhor ir de encontro às necessidades e objetivos terapêuticos com o cliente/paciente, sendo este um trabalho da competência do/a mesmo/a.
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